domingo, 4 de setembro de 2011

A minha guerra é pela PAZ!

      

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     Guarde suas armas. Não tenho vocação pra capturar tiros de insegurança e lágrimas de insatisfação. Aprendi a violar as leis do peito com palavras. Carrego todas as certezas no bolso. Faço tiroteio com verbos, atiro forte na solidão. Planejo assaltos. Roubo corações. E raramente me arrependo. Sou refém de mim.
       Não aprendi a rastejar diante de qualquer ilusão. Minha guerra é doce. Meu exército é de açúcar. Sou sequestradora de doçuras. Lanço mísseis revestidos de risos. Nenhuma dor me prende. A cumplicidade com o acaso me liberta. Meus passos embora firmes tem o peso do algodão, meus olhos são informantes do amor.
    Esses mesmos olhos refletidos no espelho não me reconhecem. Perderam a arrogância dos que sabem tudo. No rosto - marcas de suavidade, tranquilidade de quem sabe o que é e se aceita. Perdi a guerra para discussões desnecessárias - aprendi a cantar.
      O tempo me ensinou que ele pode ser amigo, pode ser lento e me encontrar a sua espera, com pés descalços e flor no cabelo.

(Renata Fagundes e Ju Fuzetto)

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